Recebi da Totvs algumas sugestões para resolver problemas de lentidão no Protheus 12

1. Atualização:
1.1. Verifique se a versão de LIB, Appserver, Smartclient, DBAccess e License Server é igual a última disponível no Portal do Cliente porque estão sendo implementadas constantemente algumas melhorias que visam otimizar a  performance para o ambiente do Protheus 12. Algumas das melhorias são:

  • Carga do RPO
  • Abertura de Thread
  • Busca de usuário

1.2. As atualizações do DBAccess e Appserver devem ser realizadas simultaneamente na maioria dos casos, pois as alterações realizadas na biblioteca dbapi do Appserver são refletidas no DBAccess.

2. Configuração:
2.1. Filtro:
Quando a lentidão é gerada ao tentar filtrar por um campo, por exemplo na rotina Contas a Pagar, ao tentar filtrar um valor que corresponde a um título pago que não possui índice, neste caso a lentidão é gerada devido à ausência de índice. Para solucionar basta criar um índice para o campo que deseja realizar o filtro.

2.2. Customizações;
Para verificar se a lentidão é causada por rotina customizada através de ponto de entrada no sistema, inclua no INI do server dentro do ambiente utilizado a linha IXBLOG=NORUN. Caso não ocorra a lentidão é necessário que sejam reanalisadas as customizações.

Ex.
[Environment]

IXBLOG=NORUN

2.3. Smartclient:
É recomendado que seja executado o Smartclient de forma local porque assim o tráfego de rede é minimizado.

2.4. Latência:
A latência de rede é um dos pontos que pode causar lentidão no Protheus porque todos os dados trafegados entre o Smartclient e Server serão afetados. Para verificar se a latência de rede está impactando na performance do Protheus, execute o programa U_NETTEST no período de 1 hora e analise os resultados que estão acima de 100ms. Acima de 100 ms de resposta a lentidão já é notada pelo usuário.

2.5. Política de Appserver:
Manter a coesão dos Appservers é uma das boas práticas que garante a boa performance do Protheus, neste caso sugerimos a distribuição por responsabilidades entre os Appservers.

Arquitetura sugerida
– Appserver (Master)
– Appserver (Slaves)
– Appserver (Jobs – Schedule)
– Appserver (Web Service – Portal)

2.6. Consumo de memória:
Caso identifique que o consumo de memória dos serviço do Protheus esteja elevado, sugerimos a análise de dois pontos:
1. Quantidade de usuário conectados no Slave.
Para este caso deverão ser criados novos Slaves de acordo com o recurso computacional disponível porque assim o volume de conexão entres os Slaves será balanceado e consequentemente o consumo de memória será diminuído neles.
2. Consumo por Programa.
Quando for alto consumo por programa, deverá identificar e isolar o programa com alto consumo de memória, em seguida gerar os logs e encaminhar para equipe específica analisar.

DebugThreadUsedMemory: http://tdn.totvs.com/display/tec/DebugThreadUsedMemoryServerMemoryInfo: http://tdn.totvs.com/display/tec/ServerMemoryInfoConsoleMaxSize: http://tdn.totvs.com/display/tec/ConsoleMaxSize+–+29343 

2.7. Numeração Automática:
Para uma melhor performance do ambiente é recomendado o uso do controle de numeração pelo License Server.
Verifique se no appserver.ini do License Server está configurado o parâmetro EnableNumber=1, que realiza o controle de numeração automática diretamente pelo License Server Virtual. Porque quando o controle é realizado através das tabelas SXE/SXF é aumentada a concorrência no gerenciamento do Ctree e causa impacto de performance significativo no Protheus.

Abra o arquivo appserver.ini do License Server, localize a seção LICENSESERVER para inserir o parametro EnableNumber

[LICENSESERVER]
Enable=1
Port=5555
ShowStatus=0
EnableNumber=1
LicenseFile=lsinitialize.inf
IPCGOTIMEOUT=45000
IPCRETURNTIMEOUT=90000
NUMBERVAL=1


2.8. ShowStatus:
Verifique se no appserver.ini do License Server está configurado o parâmetro ShowStatus igual a 0 (desabilitado), com o objetivo de não exibir todas as informações de licenças de usuário. Quando o parâmetro ShowStatus está com o valor igual a 1 (ativado) é gravado um grande volume de informações no console.log e gera impacto no desempenho do sistema. 

2.9. TraceIndex:
Verifique se no dbaccess.ini o parâmetro TraceIndex está com o valor de 0 (desabilitado), este parâmetro deverá ser habilitado somente quando estiver realizando o monitoramento da ferramenta. ( TraceIndex=0 )


2.10. Monitor de Índices:
Verifique se o Monitor de Índices do DBAccess está desligado porque quando este recurso está ligado impacta diretamente na performance do Protheus 12. É um recurso em especial para as bases legadas.

2.11. Arquivos da System:
Verifique se a quantidade de arquivos no diretório SYSTEM localizado na PROTHEUS_DATA é inferior à 10.000 (dez mil). Porque a partir do momento em que o diretório SYSTEM armazena mais de 10.000 (dez mil) arquivos, o Protheus começa a perder desempenho durante a sua utilização. Os arquivos que podem ser deletados da pasta SYSTEM são: *.tmp, sc*.log, sc*.dtc, sc*.cdx e arquivos sc* sem extensão

2.12.  Auditoria de Tabelas:
Quanto menor a abrangência de entidades que se deseja auditar (tabelas e campos) e quanto menos operações desejadas (incluir, alterar ou excluir), menor será o impacto sobre o desempenho do sistema após a aplicação do Embedded Audit Trail. Uma análise cuidadosa do que é necessário auditar resultará em um desempenho melhor do produto.

A Totvs não recomenda a auditoria de todos os campos para operação de inclusão em tabelas de movimentos, principalmente das tabelas que possuem grande quantidade de campos. Como a operação de inclusão registra todos os campos sujeitos à auditoria, o impacto na performance pode ser significativo.

2.13. Opções de Energia:
Verifique se a configuração de energia do servidor está selecionada a opção Alto Desempenho (High Performance). Identificamos que com a configuração de energia Equilibrado é apresentado um tempo maior para abertura de Thread e leitura em disco.

2.14. Indexação Automática do FileSystem:
Verifique se o recurso de Indexação Automática de disco está desabilitado na partição do disco onde a aplicação foi instalada. Quando este recurso está habilitado o mesmo acaba degradando a performance do Protheus.

2.15. Escaneamento do Antivírus na pasta Protheus_Data (Totvs):
Verifique se está desabilitado o Scan em tempo real do antivírus no diretório PROTHEUS_DATA da aplicação do ambiente de Produção ou para os arquivos listados abaixo, pois quando habilitado o Scan em tempo real há impacto direto na performance do Protheus quando está sendo realizada a leitura dos arquivos. Caso esta configuração não seja permitida pela política de segurança da empresa, deverão ser excluídas da varredura on-scan do antivírus as seguintes extensões:

Na Pasta \Protheus_Data (RootPath)

*.amt
*.cdx
*.idx
*.ind
*.lcx
*.lck
*.int
*.dtc
*.log
*.tmp
*.mem
*.sem
*.fcs


Na pasta \apo (SourcePath)
*.rpo

2.16.  Hardware do Servidor de Aplicação:
Verifique se o hardware disponível para o servidor de aplicação atende à demanda de conexões e das rotinas que exigem maior hardware no horário de pico em que o sistema está sendo utilizado por quase todos os usuários. Para auxiliar com esta análise pode contatar a equipe TIS através do e-mail tis.comercial@totvs.com.br e solicitar que seja realizado um Projeto de dimensionamento de Ambiente (Sizing).

3. Manutenção3.1. Fragmentação de Tabelas, SQL Server

Verifique se há tabelas e index do banco de dados que estão desfragmentadas. A fragmentação das tabelas diminui a performance do banco de dados e da aplicação. Efetue a desfragmentação das tabelas e tablespaces do banco de dados da aplicação, com o objetivo de melhorar as operações de DML e DQL no banco de dados e aumentar a performance das rotinas do Protheus.

Um dos grandes problemas que temos com relação a performance é devido a fragmentação de nossos índices. Com o grande número de inserções, alterações e exclusões que ocorrem em nossas tabelas, os índices se fragmentam cada vez mais, ocasionando uma lentidão na manipulação dos dados desses índices.

Verifique se há índices pertencentes às tabelas da aplicação que estão fragmentados, pois quando estes índices estão fragmentados, diminui a performance da aplicação e do banco de dados. Neste caso realize o Rebuild dos índices das tabelas da aplicação.

3.2.  Estatísticas do SQL Server:
Verifique se as estatísticas das tabelas do banco de dados do Protheus estão atualizadas, pois com as estatísticas desatualizadas causa impacto na performance da aplicação. Caso esteja desatualizado, colete as estatísticas do schema e do dicionário de dados do banco de dados, com o objetivo de melhorar a performance.

Dois parâmetros existentes em bases SQL Server podem trazer efeitos de melhor experiência do Protheus:

Auto Update Statistics – configurada como True, as estatísticas de índice são automaticamente atualizadas.

Auto Create Statistics – configurada como True, as estatísticas de índice são automaticamente criadas, sempre que você criar um índice, na execução de cada instrução o SQL Server cria um conjunto de estatísticas sobre os dados contidos dentro do índice. 

O otimizador de consulta utiliza essas estatísticas para determinar se ele deve ou não utilizar o índice para ajudar a processar a consulta, no caso do Protheus sabendo onde está alocado o dado o retorno será mais rápido.

Efetuar a manutenção da base de dados, realizando a reindexação e ou reconstrução de índices e atualização de estatísticas além de monitorar o espaço para crescimentos dos arquivos de dados e arquivos de log do banco de dados. Verifique também a consistência física e lógica da base de dados. Estes procedimentos são de responsabilidade do DBA da empresa, caso não possua DBA a equipe de consultoria da TOTVS poderá ser acionada para esta avaliação.

3.3. Coleta de Estatística do Oracle:
O DataBase Oracle precisa de uma boa estatística para tomar as melhores decisões que puder quanto ao caminho de acesso mais apropriado. Sem nenhuma estatística, o DataBase deve fazer suposições sobre quais são os melhores caminhos de acesso ao dado. Em muitos casos, conduz o DataBase a escolher caminhos menos performáticos. As estatísticas que são reunidas incluem estatísticas sobre tabelas (número de linhas, número de blocos) estatísticas sobre colunas (número de valores distintos, número de NULLs e distribuição de dados), estatísticas sobre índex (número de blocos, tamanho do index, fator cluster) e estatísticas sobre desempenho de sistema. Há dois métodos utilizados para a coleta de estatísticas: o comando analyze e o pacote fornecido dbms_stats.

O Método dbms_stats é o mais utilizado para calcular estatísticas para o database, porém em versões futuras, o pacote dbms_stats será a única maneira de calcular estatísticas. Vale ressaltar que o método dbms_stats é o que a Totvs recomenda seu uso, através dos scripts abaixo.

Método gather_schema_stats
O gather_schema_stats calcula as estatísticas para todos os objetos em um dado esquema. As estatísticas podem ser colocadas no dicionário de dados ou na tabela de estatísticas de um usuário.

A Totvs recomenda o uso do script abaixo.

A Totvs recomenda o uso da coleta de estatística do dicionário do database e do owner que se encontra os dados do Protheus.

exec sys.dbms_stats.gather_dictionary_stats (comp_id => null, estimate_percent => null, method_opt => ‘FOR ALL COLUMNS size AUTO’, degree => 2, cascade => TRUE,no_invalidate => true);

execsys.dbms_stats.gather_schema_stats(‘PROTHEUS’,CASCADE=>TRUE,METHOD_OPT=>’FOR ALL INDEXED COLUMNS’);


Equipe Blog Advpl

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